Saturday, December 3, 2016

Pesto de rúcula

.deliciosamente verde.


Estou meio sumida do blog, envolvida com outros projetos e processos, mas estou bem, e você? O que anda aprontando pela cozinha?

Em Outubro dei uma aula no Sesc Pompéia no Dia Mundial da Alimentação e esta receitinha entrou na roda. Não leva queijo, é vegan e fica bem gostosa, o dia que provamos fazia muito calor e o pessoal aprovou. Vai bem no verão, com coentro então, hmmmm!

Pesto de rúcula

1 maço de salsinha
1/2 maço de rúcula
1 xícara de avelã
Água
1/4 xícara de Azeite
Sal


Hidrate a avelã por 4 horas, coloque a salsinha no liquidificador com um pouco de água e um pouco de avelã, processe até virar um creme, adicione os demais ingredientes, aos poucos, e bata até ficar cremoso. Finalize com sal e sirva.

Tuesday, November 8, 2016

Arroz amarelo e picante

.uhhhh.


O arroz amarelo e picante, deliciosamente cozido com alho-poró e cúrcuma fresca, foi servido sobre uma folha de João-Gomes, ou melhor, Beldroega gigante. Oi?

Te conto!

O produtor Jefferson Parra (citei ele nos dois posts anteriores) me presenteou com algumas Pancs e uma delas foi a beldroega gigante, a principio ele me presenteou com outro nome e a Marli, produtora de Iperó, me disse que este era o nome. Pesquisei e descobri que João-Gomes, Maria-gorda e Língua de vaca também são bem usados. Que estranheza, não é mesmo? Nomes populares.

No desenho chamei de Beldroega gigante, em homenagem à Marli e também porque o nome é bem divertido. Ah! Aliás, a consistência da folha é bem parecida com a da beldroega, apesar da planta ser bem diferente e o gosto também. O semelhante, na minha opinião, é a característica suculenta, um recheio úmido que tem bem no meinho da folha, mmmm.

Uma das frequentadoras da Barraca de Culinária Criativa disse que achou o gosto da folha forte, "gosto de mato", na hora não concordei. Acho que o sabor é pronunciado e talvez desconhecido, ainda. A verdade é que a umidade foi muito bem com a picância e a densidade do nosso arroz amarelo.

Guardei um punhado de João-Gomes, que sobrou, e coloquei na água para fazer muda. Após uma semana, quando as raízes saíram da planta, fui no mato plantar... e adivinha? Encontrei uma família de João-Gomes e me dei conta que já moravam aqui no jardim de casa, sim! Crescendo e vivendo espontaneamente, não é demais isso? Santa ignorância que nos dá vontade de aprender mais e mais.

Olha a Beldroega Gigante (ou João-Gomes) que achei no jardim de casa, 1 semana após ganhar uma de presente, é ou não é uma lindeza?





Vamos falar da nossa receita?
Usei o arroz cateto polido da Volkmann, aliás para quem ainda não conhece super recomendo, é uma variedade de origem japonesa cultivada sem agrotóxicos no Rio Grande do Sul, maravilhoso!

Para o arroz usei alho-poró cultivado aqui em casa, e a cúrcuma cultivada aqui na região.

Arroz Amarelo

1 alho-poró
2 xícaras de arroz cateto polido biodinâmico (ou outro)
4 xícaras de água fervendo (cuidado para não se queimar)
3 cm de cúrcuma fresca, sem casca, ralada no ralo fino
1 pitada de pimenta baniwa
Óleo de coco
Sal

1. Refogue o alho-poró no óleo de coco até ficar transparente e coloque o arroz e a água, mexa e assim que levantar fervura abaixe o fogo.
2. Adicione a cúrcuma ralada, sal, a pimenta e cozinhe até secar a água. Pronto!

Sunday, October 30, 2016

Caxi salteado

 .prazer, caxi.

Sábado retrasado fui conferir a nova feirinha orgânica no Parque Campolim e acabei adquirindo algumas belezuras. Um fruto me chamou a atenção, o caxi, e trouxe para experimentar! A produtora do fruto disse que a casca pode ser usada como artesanato pois, quando seca, fica dura como uma cabaça. O dia seguinte a Samantha veio em casa e preparei ele salteado com alho-poró, salsão e só, ficou bem gostoso. OLha ele aí:

- Prazer, caxi!



A única dificuldade foi abrir o caxi pois ele é beeeeeem duro, usei a faca de pão com serra, até fiz um vídeo que você pode conferir:

video





Não cozinhei muito e deixei ele meio al dente, ficou bem interessante, a Samantha gostou!

Caxi salteado

1 alho poró em rodelas
1 talo de salsão com as folhas
1 caxi picado
Azeite
Sal

Capuchinha para decorar

1. Corte o caxi ao meio e retire a polpa dele. 
2. Doure o alho-poró até ficar transparente e adicione o salsão picado, mexa or 1 minuto e em seguida adicione o caxi, salteie rapidamente, cerca de 1-2 minutos e retire do fogo, finalize com sal, mexa e decore com algumas flores comestíveis se quiser, eu usei capuchinha.

O gosto lembra pepino com chuchu e abobrinha, acho. 

Saturday, October 22, 2016

Cenoura assada com cominho e pimenta jamaica + beldroega

.miam.


Outro preparo que oferecemos na nossa Barraca de Culinária Criativa foi a cenoura assada com cominho que foi servida com folhinhas de beldroega, o pessoal adorou.
Para a degustação na barraca montamos uma espécie de canapé no palitinho, ficou bem prático.
Uma outra sugestão é servir a cenoura assada, em rodelas, misturada com as folhinhas de beldroega crua, fica uma espécie de salada morna, bem gostosa.

Mas o que é beldroega?
Portulaca oleracea L.

Ela é um matinho que o pessoal também classifica como Panc e que nasce espontaneamente. A beldroega tem umas sementinhas pretas super interessantes que também podem ser utilizadas na culinária:



 Neste dia usamos a cenoura cultivada pelo Jefferson de Porto Feliz e a beldroega do produtor Willian do assentamento Bella Vista de Iperó. Mas não precisa ir tão longe para conseguir beldroega, depois que você conhece é fácil de reconhecer pelos matinhos que nos cercam. A folha é suculenta e tem um gostinho suave, o miolo é bem úmido e o formato também é bem delicado, perfeita para decorar saladas e afins.

Olha como ela nasce espontaneamente aqui no jardim de casa:


Vamos para a nossa receita? 

CENOURA ASSADA COM COMINHO E PIMENTA JAMAICA + BELDROEGA
(4 porções)

5 cenouras médias cultivadas sem agrotóxico
1 colher de café de cominho em pó
1 colher de café de pimenta jamaica em grão
1 fio generoso de azeite de oliva extra-virgem
Sal
Folhas de beldroega 

1. O primeiro passo é preaquecer o forno a 180 graus.
2. Descasque a cenoura e corte-as em rodelas de 1,5 cm, coloque em uma forma e polvilhe o cominho e a pimenta recém triturada*, adicione o azeite e mexa bem para que as cenouras fiquem cobertas com o óleo e os temperinhos. Leve ao forno e asse até a cenoura ficar bem dourada, mexa de vez em quando, retire do forno e finalize com sal.

*Gosto de triturar no pilão de pedra, mas pode ser na faca ou no moedor de pimentas, o que vale é triturar na hora pois faz toda a diferença!!!

Para servir com palitinhos em dias de festa:
Pegue um palitinho de dente (a Gina) e espete uma folha de beldroega e em seguida uma rodela de cenoura assada, repita o processo com o restante das rodelas e disponha em um prato bem bonito.

Para servir como salada: 
Disponha as cenouras em uma cumbuca e adicione as folhas da beldroega, o quanto desejar, mexa bem e sirva.

Monday, October 17, 2016

Hambúrguer de couve-flor e picão brancO

.oi?.



Picão branco? Sim. Vou te contar como fazer uma receita deliciosa com ele!!!

Final de semana retrasado aconteceu a feirinha agroecológica do Sesc Sorocaba, em função da programação do Dia Mundial da Alimentação, e foi muito legal participar. No sábado preparamos uma Barraca de Receitas onde nada era vendido, mas oferecido.

O preparo que fez mais sucesso definitivamente foi o hambúrguer de picão branco, te conto. Até as crianças gostaram, acabou, comeram tudo, tudinho. O produtor Jefferson Parra me presenteou com algumas Pancs, entre elas o picão branco. Confesso que nunca havia experimentado... e gostei, tem um gostinho suave e bom! Quando ele me deu picão pela manhã comentou que fazia chá com ele, então chegando em casa procurei em um livro que era da minha Vó e descobri que o picão é bom para alergia e enfermidades da pele, então preparei um chá para provar seu sabor ;D
Muito interessante, em casa tem tanto picão e nem usamos, tem dia que o Banzé chega cheeeeeio de picão na juba, nada como ganhar um presente de um produtor. Obrigada Jefferson, a vida vai te presentear em dobro!

(separamos as florzinhas e deixamos para o público decorar o mini-hambúrguer na hora)

Te conto a receita:

Hambúrguer de couve-flor e picão branco 
*vegan

1 couve-flor pequena ralada (crua)
1 xícara de quinoa em grão
1 xícara de folhas de picão
Folhas de manjericão
1/2 xícara de ramos jovens de picão (parte aérea e menos fibrosa) picados
1 cebola em rodelas
Noz moscada
Sal
5 colheres de sopa de Azeite de Oliva extra virgem
Farinha de mandioca

1. Lavar bem a quinoa para retirar a saponina, cozinhar em água até ficar "papa", adicione o sal somente após o cozimento.
2. Em uma frigideira doure a cebola até ficar dourada, adicione o manjericão e as folhas e hastes do picão, mexa e desligue o fogo.
3. Misture todos os ingredientes e forme uma massa, adicione a farinha de mandioca aos poucos até dar liga, ajuste o sal, adicione a noz moscada e prove. Forme hambúrgueres e doure todos eles, ambos os lados, em uma frigideira de ferro com um fio de azeite. Sirva com as florzinhas do picão e molho de tomate.


Friday, August 26, 2016

Fermento natural - faça o seu em casa!

.delícias caseiras.


Não consome glúten? Pode parar por aqui, este post não é para você!

Pão é receita antiga, complexa e repleta de tradições e história, não se resume a glúten ou carboidrato, ele é muito mais que um alimento, é símbolo de partilha também.

Se você consome e ainda não faz o seu em casa prepare-se, é incrível.


Pandarus: [...] Aquele que quer fazer um bolo de trigo tem de esperar pela moagem.
Troilus:           E eu não esperei?
Pandarus:        Sim, esperaste pela moagem; mas tens de esperar pela levedação.
Troilus:           Mas também por ela esperei.
Pandarus:        Sim, esperaste pela levedação. Mas da palavra "depois" faz parte ainda tender, dar            
                        forma ao bolo, aquecer o forno e fazer a cozedura. E mais, tens ainda de esperar pelo 
                               
                        arrefecimento, ou corres o risco de queimar os lábios.

                                                SHAKESPEARE, Troilo e Cressida (Ato I, cena II)


(pão presente - para meu pai)


Sempre gostei de fazer pão em casa pois minha vó também fazia, vou te contar como cheguei até o Rebel -> a fórmula que fiz no último verão e, já já, vou te passar.

Faz um tempo trabalhei com o chef Henri Schaeffer que fazia um pão com fermentação natural ma-ra-vi-lho-so, ele cuidava do seu fermento de uma maneira tão linda e fluída, era o levain. Apesar de trabalhar na confeitaria a padaria era ao lado, e eu gostava de observar quando ele fazia algum pão para demonstrar aos padeiros. O Henri foi um chef muito especial com quem aprendi muitas coisas e segredos, um dia ele fez uma variedade enorme de pães em diferentes formatos e "sabores" e montou algumas cestas, eu lembro bem, tinha até um pão com alga marinha que nunca vou me esquecer do sabor, ele me fez experimentar todos e mandou uma cesta para cada restaurante da região. Aah! Me conquistou, me inspirou a fazer pães em casa e em todos os trabalhos que me envolvo até hoje. Inicialmente comecei com o fermento comercial e, aos poucos, fui aprendendo (e ainda estou) a lidar com o fermento natural, aliás, bem mais divertido!!!
Por volta de 1857 Louis Pasteur descobriu microorganismos que agiam na fermentação dos alimentos e abriu as portas para a produção do fermento biológico comercial que conhecemos hoje, com a popularização o velho e clássico fermento natural foi sendo esquecido.

Tá, mas qual é a diferença entre um fermento comercial e o fermento natural?

O fermento biológico comercial é aquele que encontramos para vender granulado ou fresco em quadradinhos, sabe? Ele é uma vida, sim, porém uma vida produzida em escala, desidratada e embalada para comercialização. O fermento comercial é geralmente produzido pelas leveduras   Sacharomices cerevisae ou S. cereviase e tem um ph próximo a 5.  O fermento natural é uma "vida" gerada a partir da interação de microorganismos que vivem no seu ambiente com a farinha e água, ou seja, é um fermento mais selvagem e desenvolve sabores únicos, característicos de cada ambiente, além de ter uma atividade própria que vai determinar a força e tempo de fermentação. Legal né? Na maioria das vezes pode levar um alimento "turbo"que vai acelerar o processo como por exemplo uma fruta, caldo de cana, iogurte, etc.

Mas qual a vantagem de produzir um pão com fermento natural?

Bom, em primeiro lugar o fermento natural proporciona longas fermentações que influenciam diretamente no desenvolvimento de acidez, sabor e durabilidade. A longa fermentação também torna o pão mais digestivo e possibilita ao padeiro aprender muito sobre temperatura, tempo, alimento e vida.

Quando estava escrevendo  o Comidinhas Vegetarianas passei por um período onde não ficava mais de uma semana em um mesmo lugar, praticamente nômade, mas assim que voltei para Sorocaba descobri que uma das coisas boas de ficar em um lugar é poder fermentar. No período das fotos do livro comecei a produzir um fermento e o Romulo, fotógrafo, usou o primeiro pão que saiu deste fermento natural nesta duas fotos, ele se amarrou na fenda do pão:





Na realidade os dois pães do livro Comidinhas Vegetarianas são receitas com fermento comercial, para quem está aprendendo a fazer pão, hoje se houver uma nova edição penso em trocar estas receitas. E foi ali, em 2011, que comecei a fazer experiências com fermentação natural. Quando viajo muitas as vezes o fermento morre mas aí eu faço outro, os últimos tenho feito com caldo de cana depois de uma dica que a Mariana me contou.

Mas como faz um fermento?

Farinha, água e tempo, sim! Durante um período segui receitas de livros técnicos para fazer um fermento do zero e, com a prática, comecei a observar alguns fatores que favoreciam o desenvolvimento deles. Foi quando, no verão passado, fiz o Rebel sem seguir uma receita. Levei em conta o ponto máximo da massa, ou seja, quando a massa chegava ao ponto máximo de expansão eu alimentava ele. E assim o fermento se desenvolveu rápido, sim era verão, e ficou muito mais forte que os outros. Tudo isso me fez constatar que aprendemos muito com os processos e depois podemos dar continuidade com intuição e fazer experimentações.


O grande problema da maioria dos pães que encontramos hoje é que, além de levar químicos como melhoradores, as vezes levam muito fermento, uma farinha fraca e consequentemente uma fermentação curta. Sim, péssimo para a digestão e para as tradições. Vivemos em um sistema onde a maioria compreende que tempo é dinheiro e, infelizmente, até os pães sofrem com isso. A boa notícia é que fazer um fermento em casa pode ser bem divertido e o resultado será, além de uma mudança no seu paladar, a descoberta de uma receita tão básica e tão tão tão complexa.

FERMENTO REBEL

O Rebel foi feito com caldo de cana fermentada e tem este nome pois quando virou fermento ele crescia desenfreadamente, era muito rebelde. Esta receita foi feita no verão de 2015 em Sorocaba onde a temperatura ambiente era aproximadamente de 30 - 35 graus. Vou te contar como fiz ele, lembre-se que a temperatura influenciou o tempo, no frio é preciso estender o período de fermentação.

1. Separe 1 xícara de caldo de cana e deixe fermentar, em temperatura ambiente, por 48-72 horas.

2. Misture 1 xícara de caldo de cana fermentado + 1 xícara de farinha de trigo, polvilhe farinha, cubra com um guardanapo de pano e deixe fermentar por 20 horas.

3. Adicione 1 xícara de água e 1 xícara de farinha de trigo e deixe fermentar por 21 horas.

4. Adicione 2 xícaras de farinha de trigo + 1 xícara de água  e deixe fermentar por 24 horas.

5. Adicione 3 xícaras de farinha + 1 xícara de água e deixe fermentar por 24 horas.

6. Adicione 500g de farinha de trigo + 2 xícara de água e deixe fermentar por 24 horas.

Pronto, você tem um fermento.

Muitas pessoas jogam metade da massa fora para fortalecer o fermento, mas não precisei fazer isso.

Quer fazer um pão com ele? Te conto uma receita sugestão, lembrando que existe inúúúmeras!!! Afinal estamos falando de uma receita muuito antiga, lá vai:

100g fermento natural
200g farinha
100g água

1. Misture tudo e deixe fermentar cerca de 12 horas

400g farinha
400g farinha integral
300 ml água (aproximadamente)

400g massa fermentada
Sal

2. Adicione à massa fermentada, sove bem e deixe fermentar até dobrar o tamanho, esta fermentação pode levar de 10 a 12 horas, dependendo da temperatura! Molde 2 ou 3 pães e disponha em forma com farinha polvilhada, deixe descansar mais alguns minutos e asse em forno preaquecido a 200 graus. Existem muitas dicas para melhorar a qualidade do seu pão, uma delas é esborrifar água no forno antes colocar ele para assar, vai ficar com a casca mais douradinha. Asse por 25-30 minutos ou até dourar. Aguarde esfriar antes de cortar.

Bos sorte, e qualquer coisa me escreve. Esta é apenas uma sugestão, tem outras receitas aqui:
Pão centeio
Pão de açaí









Monday, August 8, 2016

Muffin vegan de banana e mirtilos

.para receber Dani e Bruna.



Fiz este bolinho delicioso e caseiro, vegan, para receber duas garotas aqui em casa, ficou bom e a Dani pediu a receita.

Vou contar!

Ah! Não tinha açúcar mascavo e muito menos açúcar de coco mas tinha rapadura, então ralei e usei. O mirtilo pode ser substituído por nozes e amoras, hmm.




Muffin vegan de banana e mirtilos

10 - 12 unidades

4 bananas maduras amassadas
1/2 xícara de rapadura ralada
1/2 xícara de óleo de coco
1/2 xícara de farinha de trigo integral
1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de canela em pó
1 pitada de noz moscada
1 pitada de sal
75 ml de água
1 xícara de mirtilo fresco ou congelado
1 colher de chá de fermento químico (confira aqui como fazer o seu)

1. Preaqueça o forno a 180ºC.
2. Derreta o óleo e misture com a rapadura e a banana, misture bem.
3. Misture todos os ingredientes secos e em seguida adicione na mistura de banana, mexa, coloque a água, pouco a pouco, e por último o mirtilo.
4. Distribua em forminhas de muffin/cupcake e leve ao forno por 20 minutos ou até dourar.

Thursday, July 7, 2016

Oficina de confeitaria vegan em Sorocaba

No dia 30 de julho, sábado, vai rolar a oficina Confeitaria Vegan onde os participantes preparam doces sem usar nenhum ingrediente de origem animal.
Vai encarar?




A oficina é focada em receitas que usam ingredientes naturais  e técnicas de confeitaria clássica.
Serão elaboradas receitas com melado, rapadura, frutas desidratadas, frutas frescas, agave, açúcar de coco e mascavo. Os ingredientes utilizados na oficina são, sempre que possíveis, de origem agroecológica e orgânica.

A aula tem duração de quatro horas e meia e será realizada na cidade de Sorocaba, o endereço é enviado por email após confirmação.

Investimento: R$ 195,00 até 15.07, após R$ 210,00 (incluso ingredientes, degustação e apostila)
Local: Sorocaba - SP
Data: 30 de julho de 2016
Horário: 14h00 às 18:30

Para mais informações: pratopapel@gmail.com


Sunday, June 26, 2016

Creme de milho, inhame e puxuri

.da série delícias de um liquidificador.



Ontem encontrei milho agroecológico produzido por um pessoal de Porto Feliz na feirinha do Sesc Sorocaba, como estava friozinho preparei esta sopa pra gente aqui em casa. É simples e bem gostosa!
Para quem nunca ouviu falar no puxuri ela é uma especiaria muito interessante e versátil, também conhecida como a noz moscada brasileira, fica ótima com banana, batata, inhame, cará, milho e outros ingredientes de sabor suave.



Olha o nosso milho, com alguns amigos, que beleza:



Creme de milho, inhame e puxuri

3 - 4 porções (depende da fome)

4 espigas de milhos bem fresquinhos e clarinhos
3 inhames médios
1 cebola
Ghee ou manteiga*
Puxuri ou noz moscada para temperar
sal

1. Debulhe o milho e reserve. Descasque o inhame e pique em pedaços rústicos.
2. Pique a cebola e doure com na manteiga até ficar transparente, adicione o milho, o inhame e cubra com água. Assim que ferver adicione sal, abaixe o fogo e cozinhe cerca de 20 minutos ou até os ingredientes ficarem super macios.
3. Processe no liquidificador e finalize com o puxuri raladinho, misture e pronto. Pode servir.

*Para versão vegan use azeite ou óleo de coco ;)


Tuesday, June 21, 2016

Sopa creme de batata roxa

.da série delícias de um liquidificador.

A batata roxa é doce.

No sábado aconteceu a última oficina do Shala&Cozinha deste semestre, durante as compras para a aula nos deparamos com esta batata roxa no Instituto chão e também trouxe algumas para casa. Aqui em Sorocaba as vezes encontro esta batata na mercearia Shibata porém nunca sei se ela é cultivada com ou sem agrotóxico.

Preparei um creme que ficou bastante exótico e com uma cor maravilhosa. A sopa ficou escura demais e então finalizei com leite de amêndoas para clarear e suavizar seu sabor. 


{Confira esta outra receita de sopa roxa que foi preparada na exposição da Velentine em 2008}




Sopa (ou creme) de batata roxa

500g de batata doce roxa
5 bagas de cardamomo (abra as bagas e use somente as sementes)
óleo de coco ou azeite
3 dentes de alho
1 colher de chá de pimenta do reino em grão
leite de amêndoas
sal

1. Descasque a batata e pique rusticamente.
2. Doure os temperos no óleo de coco e em seguida adicione a batata, cubra com água e assim que ferver abaixe o fogo. Coloque um pouco de sal e cozinhe em fogo baixo até que a batata fique macia.
3. Triture tudo até formar um creme e finalize com leite de amêndoas.

Sirva com algo al dente por cima, eu finalizei com brócolis salteado no azeite com alho, pimentão vermelho e cúrcuma fresca.

Pronto.


Para acompanhar as novas receitas do blog você pode seguir ele no facebook.

Saturday, June 11, 2016

Sopa para esquentar o coração

.Vem frio, vem!.
Vou te contar sobre uma sopa preparada ontem a noite, ficou deliciosa e foi bem fácil de fazer, ando meio sensível com este frio e ela caiu como uma luva <3

Para fazer é simples, comece colocando 1,5 litro de água em uma panela e leve ao fogo. Enquanto a água esquenta adicione 1/2 xícara de arroz arborio, 1 dente de alho, alguns cogumelos (usei uns 10 shiitakes), ramos de orégano fresco (ou 1 colher de sopa de orégano seco), 1 colher de chá de cúrcuma em pó, 3 tomates maduros em cubos e sal. Assim que levantar fervura abaixe o fogo e cozinhe por cerca de 15-20 minutos, eu fui tomar banho neste meio tempo e quando voltei estava perfeita, a idéia é reduzir 1/5 do líquido. Finalize com azeite e pronto, pode servir!


Wednesday, June 1, 2016

Oficina de Cozinha Vegetariana Criativa em Sorocaba

.mão na massa.

Oi pessoal, neste mês de junho vou dar uma aula  introdutória ao fabuloso universo da Cozinha Vegetariana Criativa, o encontro será em Sorocaba e é destinado para grupos pequenos. 

Esta oficina é destinada para todos que desejam diminuir o consumo de carne, porém sem abrir mão de boas técnicas e sabor, para aqueles que se tornaram vegetarianos recentemente e aos interessados em trocas e aprendizados.




A oficina é prática e inclui um delicioso alomoço vegetariano, não é preciso saber cozinhar para participar.

Local: Sorocaba
Data: 11 de junho de 2016
Horário: 10h às 14h00

Para receber maiores informações sobre a oficina favor entrar em contato através do email pratopapel@gmail.com

Monday, May 23, 2016

A Revolução das Marmitas

.comer é um ato político.

     No começo do ano a Revista Espresso me contatou para produzir algumas receitas em uma matéria sobre marmitas e eu topei.
   
     Este foi o desenho que fiz para sugerir as receitas:


       "Além da economia, importante nesses tempos bicudos, tem crescido o número de adeptos da marmita no trabalho, pessoas que buscam ser zelosas com a própria alimentação e procuram um cardápio apropriado para isso." Assim descreve a jornalista Janice Kiss sobre esta onda de marmitas.

       As fotos foram produzidas pelo fotógrafo Daniel Ozana, confiram:


         Prefiro as marmitas frias pois não sou  adepta ao uso do microondas  e dificilmente haverá acesso ao fogão em situações de deslocamento. Por este motivo opto por preparos que ficam bons em temperatura ambiente como é o caso das saladas de grãos, que são fáceis de preparar, alimentam e se beneficiam com os temperos durante a marinada, ou seja, você pode preparar a noite , resgatá-la pela manhã e na hora do almoço... miam! Ela estará com uma explosão de sabores. Se você aprecia arroz o oniguiri, iguaria japonesa, se transforma em um formato interessante e perfeito para levar em marmitas, como já acontece tradicionalmente nos bentôs japoneses. Se você não sabe o que é um bentô sugiro dar uma espiada aqui para se inspirar, os asiáticos são mestres em marmitas.
        A receita do tradicional gyeran mari aprendi com a Kyang, uma amiga coreana, é bem interessante pois é fácil de fazer e fica bonitinho, dá uma olhada neste vídeo. É a única receita ovolactovegetariana da matéria, as demais são veganas ou com opção como é o caso da sobremesa que pode ser preparada com mel ou melado. A revista me perguntou se eu poderia incluir peixe mas obviamente neguei,  muitas vezes perco a oportunidade, mas neste caso a editora topou e fiquei muito muuuuuuuito feliz!


     Para facilitar a digestão dos grãos é aconselhável deixá-los de molho por uma noite, antes de cozinhar, desta forma evitamos a formação de gases durante a digestão. Outra possibilidade é preparar a marinada com grãos germinados. Na salada Contemporânea sugiro a quinoa cozida e a amêndoa germinada em um único preparo, gosto bastante desta combinação (confira como germinar a amêndoa neste post).
    A sugestão andaluz é uma opção que costumo fazer com frequência pois o couscous marroquino é rápido para preparar e acaba virando meu amigo nos dias que tenho menos tempo disponível para a cozinha, gosto de usar a cúrcuma  (também conhecida como açafrão da terra) no caldo que hidrata o trigo, pois além da especiaria ser um bálsamo para os tecidos do corpo ela deixa o preparo amarelinho e lindo. Para as marmitas mais secas sugiro molhos, estes podem ser colocados no fundo dos vidros e misturados na hora da refeição, porém eu prefiro levar a parte pois gosto de colocar por cima e dosar na hora da refeição.



      Observem que muitas dicas são preferências pessoais, afinal a marmita é um preparo que diz muito sobre cada um. O ayurveda diz que fome é sinal de saúde, conhecer a própria fome é um passo adiante ----->  sentir, escolher e agir é a prática a favor de nossa própria saúde. Podemos selecionar os ingredientes que sentimos ser mais adequados para a nossa realidade, levando em conta a temperatura externa, a sazonalidade dos ingredientes e a disponibilidade dos produtos agroecológicos de nossa região. Olhando por este ângulo é maravilhoso, porém sabemos das dificuldades que é encontrar tempo para fazer este preparo no dia a dia, por isso não desista! Pouco a pouco, dia a dia, conseguimos mudar nossos hábitos com rotinas que fazem mais sentido e trazem benefícios para nossas vidas, estamos todos aprendendo. Você pode até combinar com teus amigos no trabalho ou na faculdade o que cada um pode levar, criando um clima para troca de receitas e a refeição em grupo.

Gratidão Janice e Hanny, adorei fazer!
Te conto algumas receitas, sugestões para te inspirar, não precisa necessariamente copiar. 

LATINO

Salada de feijão preto

125g feijão preto
3 colheres de sopa de coentro picado (se preferir use salsinha)
1 pimenta dedo de moça (sem as sementes) cortada em cubinhos
1 limão
Azeite de oliva extravirgem
Sal

Acompanhamento

4 unidades de shiitake
1/2 cebola-roxa cortada em fatias
1 espiga de milho verde cozida
1 abacate  pequeno ou avocado maduro
Salsa picante

Preparo
1. Deixe o feijão de molho na véspera. 2. Escorra a água, coloque-o em uma panela e cubra-o com água. 3. Cozinhe em fogo baixo por uma hora e meia, até os grãos ficarem macios e inteiros. Escorra a água e deixe-o esfriar. 4. Misture o feijão com os temperos, se preferir adicione o limão somente antes de servir. Em seguida, faça o acompanhamento: aqueça uma chapa de ferro ou frigideira antiaderente, adicione um fio de azeite e grelhe a cebola e o shiitake. 5. Monte a marmita com a salada de feijão, é recomendável levar o abacate fechado e cortar na hora.

Salsa picante

4 tomates maduros em cubos
3 pimentas dedo de moça sem as sementes
3 colheres de sopa de azeite de oliva extravirgem
50 ml de água
sal

Preparo
Em uma frigideira, coloque os tomates e as pimentas, adicione a água e cozinhe até os ingredientes ficarem macios e evaporar toda a água. Espere esfriar e triture a mistura em um pilão ou no liquidificador. Finalize com azeite e sal e mexa bem.

CREME DE FRUTOS AMARELOS COM CALDA DE CACAU

Creme
2 mangas maduras
5 bagas de cardamomo (somente as sementes)
2 colheres de sopa de chia (opcional)
1 maracujá
Frutas vermelhas (opcional)

Calda de cacau
2 colheres de sopa de massa de cacau ralada ou cacau em pó
2 colheres de sopa de mel , melado ou rapadura ralada
1 colher de sopa de óleo de coco
2 colheres de sopa de água
Tomilho ou menta para decorar

Preparo
1. Bata a manga com as sementes de cardamomo* e a polpa de maracujá até formar um creme. Não use água neste processo. Se for necessário, desligue o liquidificador, mexa a mistura com uma colher e bata novamente até que ela fique homogênea. Transfira- a para um recipiente, leve para gelar enquanto a cobertura é preparada. Coloque todos os ingredientes da calda em uma frigideira e leve-a ao fogo. Cozinhe em fogo baixo, sempre mexendo, até formar uma calda brilhante, lisa e encorpada. deixe esfriar e ponha sobre o creme de manga. Decore com ramos de tomilho ou menta.

* O cardamomo precisa ser aberto para usar, descarte a casca e use somente as sementinhas.

A Revista Espresso é uma publicação gastronômica especializada no setor de café, as edições são trimestrais.

+ sobre marmitas:

No próximo mês haverá uma aula de MARMITAS CRIATIVAS no projeto Shala&Cozinha em São Paulo, o encontro será no dia 18 de Junho no Espaço Paramita em Pinheiros, para se inscrever e saber mais informações escreva para: shalaecozinha@gmail.com



Saturday, May 7, 2016

Shala&Cozinha em Sampa

.oficinas.


    Tainá Azeredo

Mês passado aconteceu a primeira oficina do Shala&Cozinha, um encontro que une práticas de yoga com cozinha saudável e criativa. As aulas são abertas a qualquer pessoa e não é necessário já fazer yoga ou saber cozinhar para participar, o encontro é um convite ao diálogo entre esses dois caminhos que cultivam o autocuidado.


    Tainá Azeredo

Conheço a Julia desde 2006 quando na época praticávamos yoga na mesma escola, com o movimento da vida nos reencontramos e, assim que ela me convidou para fazer as oficinas no projeto, topei.

Na primeira oficina o tema foi Brunch em Cumbucas!

Para quem não sabe Brunch é um desjejum feito no fim da manhã, ou ao meio dia, onde o cardápio acolhe preparos que vão desde frutas até receitas mais consistentes e elaboradas como uma torta, uma salada e até um hommus.  Esse tipo de refeição é muito comum em eventos e retiros de yoga mas também combina em um final de semana com a família. Minha amiga Maria o ano passado comemorou seu aniversário com um brunch durante a semana, achei muito legal a idéia e foi muito gostoso.

No dia anterior ao encontro fomos juntas ao Instituto Chão buscar insumos para aula!



A oficina começou com uma suave prática de yoga conduzida pela Julia e em seguida nos encontramos na cozinha.
Mesa pronta para receber os alunos:





    Tainá Azeredo

    Cris sentindo o aroma de uma aveia orgânica demolhada.

Nossa produção lindaaaaaa, maravilhosa e gostosa:

    Tainá Azeredo
    
    E esta foi nossa primeira turma ;D

                             Tainá Azeredo


PRÓXIMAS OFICINAS EM SÃO PAULO

 Chia, quinoa e amaranto (aula sem glúten) - 21 de maio
 Marmitas criativas - 18 de junho
 Local: Espaço Paramita
 Horáio: 9h00 - 14:30
Valor: R$ 275,00
 Para + informações e reservar sua vaga: shalaecozinha@gmail.com
















Wednesday, May 4, 2016

Creme de abacate

.delícias de um liquidificador.



Gorduroso, cremosinho e mata fome, quem nunca?
Abacate é uma das minhas frutas preferidas, principalmente porque é neutra e pode ser usada em receita doce ou salgada, o Mandioquinha também ama.

O creme nada mais é que o abacate batido até formar um creme, podemos até colocar algum líquido, mas não muito.

No café da manhã que preparei no retiro do Lino na Bahia o creme era com o iogurte que uma fazenda vizinha fornecia, confira a receita aqui.

Aqui em casa costumo preparar com especiarias, pois amo, olha neste post! Acho que a cúrcuma, inclusive, combina muito.

Hoje a fórmula foi enriquecida com leite de castanha, chia e banana, olha ele aí:

Para fazer o creme não tem erro:

Creme de abacate energético

1/2 abacate médio maduro
1 banana
1/3 xícara de leite de castanha
1 colher de sobremesa de chia
1 pitada de canela ou noz moscada

1. Bate tudo no liquidificador até ficar cremoso. Sirva com granola.

A granola da foto faz parte do livro Paz, Amor e Granola, para conhecer mais sobre ele acesse aqui.

Friday, April 29, 2016

Luto, tchau pé de limão!

.óh, ciclos.

Definitivamente estou em luto, acabei de constatar que o pé de limão siciliano morreu.


É difícil aceitar, mas foi, fazia tempo que ele estava sofrendo com aqueles parasitas de árvore. Me acostumando com o novo amigo limão cravo, pézinho novo,e  agora já começamos a nos conhecer um pouco, pouco pois ainda vivo o luto.

Por algum motivo tive sorte pois registrei momentos com ele através do olhar da  fotógrafa Camila Fontenele, olha que belezura eram os limões dele:


Colhendo eles, que vergonha:



A segunda foto que tirei no instagram foi dele, ó:



Após constatar a morte do pé de limão siciliano fui fazer algo que gosto e escolhi comer um caqui, experimentei com limão cravo e só, delícia. Laranja sempre vai ser a cor do outono pra quem mora perto de Piedade.


Wednesday, April 27, 2016

Banana amassada com noz moscada!

.Jaiphal.


Só com uma pitadinha,
ela combina!

Noz moscada é aquela especiaria com gosto de especiaria, não é? No Brasil é bastante comum e bem fácil de encontrar, até mesmo em lugares mais isolados tem noz moscada no mercadinho. Mas a noz moscada tem dois temperos diferentes em um só, sabia? Na real é a única fruta exótica, comestível, que tem duas especiarias!!!!! A mais conhecida é a semente, a mais popular por aqui, e a outra é uma espécie de rede que cobre a semente e se chama macis, é linda e tem cor vermelha quando está fresca, olha:



fonte: UCLA


Mas como usar? Geralmente encontramos ela para vender em pó mas sinto que ela raladinha na hora fica beeeeem mais expressiva. Ela causa um pouco de sonolência, ou seja, levemente calmante e perfeita para usar em receitas noturnas, sem falar que é excelente para digestão. 
Em qualquer receita com banana fica uma delícia, mas é bom não exagerar! Noz moscada em excesso, tipo uma inteira, causa alucinação e dependendo da dose pode matar, mas quem cozinha sabe que só uma pitadinha é o suficiente, mas acontece, não estou brincando! Dá só uma olhada nesta reportagem aqui.

Tchau, e não esquece de reservar teu livro.

Saturday, April 23, 2016

Granola combina com açaí na tigela feito em casa

.homemade.

Granola combina com?


Sem dúvida aqui na região sudeste combina muito bem com açaí na tigela, sabe?
Convide os amigos e se prepare pois é muito fácil fazer.

Neste post já falei que o xarope de guaraná é uma verdadeira calda de açúcar o que torna a famosa tigela de açaí um falso saudável. Eu mesma demorei muito tempo para gostar desta tigela, até descobrir que em alguns lugares, não muitos,  é possível pedir sem o guaraná e somente batido com banana.

Açaí na tigela combina muito com granola caseira, que delícia!
O projeto granola é meu primeiro livro independente e contará com 30 receitas de granola, o projeto esta no Catarse em sua segunda fase, para saber mais e garantir seu exemplar acesse aqui.

Açaí na tigela feito em casa

2-3 porções

200g polpa de açaí
1 xícara de suco de uva, tangerina, amora ou laranja
1 xícara de amoras (opcional)
2-4 bananas - abacate também funciona muito bem
1 colher de café de guaraná em pó

É só bater tudo colocar em uma cumbuquinha e finalizar com granola caseira, frutas, tapioca crocante ou o que preferir. 

Me convidem, tá???



Wednesday, April 6, 2016

Aprenda como fazer PIPOCA DE AMARANTO em casa!!!!

.divirta-se.

O amaranto em grão é versátil e perfeito para pipocar e ser incorporado em preparos como granolas, barrinhas e docinhos. As sementes das espécies amaranthus caudatus, cruentus e hypochondriacus, podem ser encontrados em mercados e até mesmo plantado no jardim de sua casa.

Olha uma Granola preparada com pipoca de amaranto que vai para o livro Paz, Amor e Granola:





Fazer a pipoca em casa é bem fácil, já te expliquei neste post, e agora te oriento melhor com um vídeo. Aqui no Brasil hoje é um pouco raro encontrar o amaranto já estouradinho, diferente do México onde em qualquer loja natural a pipoquinha pura esta lá te esperando.



[Confira aqui como preparar Broto de amaranto]

Vamos fazer a pipoca?


Vamos lá:


1/2 xícara de amaranto em semente/grão
1 panela funda de fundo grosso

O primeiro passo é aquecer tua panela. Se o seu fogão for um convencional deve levar cerca de 5 minutos, chamas mais fortes vão aquecer muito mais rápido, óbvio. Enquanto isso pegue mais 2 coisinhas que vamos usar: um pote  (evite plástico) e um pano de prato limpo e seco.

Assim que a panela ficar bem quente espalhe 1 punhado de amaranto, aproximadamente de 1 a 2 colheres de sopa, e tampe com o pano de prato para não voar sementes pelo fogão, é muito rápido em menos de 10 segundos as sementinhas estão pipocadas. É só despejar a pipoca no pote e repetir o processo com o restante das sementes. Não tem erro, se a pipoca demorar para estourar é porque a panela não esta quente o suficiente. Preste atenção com os seguintes pontos, para evitar acidentes:

• Na hora de cobrir a panela com o guardanapo de pano aproveite e forme uma espécie de proteção para as mãos para segurar as alças da panela, as vezes é necessário fazer alguns movimentos circulares e a panela vai estar muito quente. Com a tampa as vezes não dá tempo e queima mas funciona também, você tem que ver pela fresta do pano como esta lá dentro e já despejar, queima muito rápido.


Farinha de pipoca

Você pode fazer uma farinha com a pipoca, descobri isto no México, é um método tradicional e fica bem mais digerível e leve. Aqui no Brasil a farinha comercializada é o grão moído, fica beeeem diferente.

Livros

O amaranto pipoca esta presente em muitas receitas do livro Paz, Amor e Granola que esta sendo financiado pelo catarse, ainda dá tempo de garantir seu exemplar aqui.

Outra novidade é um livro com receitas de amaranto que em breve será publicado pela Publifolha!!! Ansiosa.

Tuesday, April 5, 2016

Creme de goiaba

.da série delícias de um liquidificador.

Neste mês vai rolar a primeira aula de culinária do projeto Shala & Cozinha em São Paulo! O evento une práticas de yoga com aula de cozinha saudável e criativa, mão na massa gente!!!

O tema da aula de estréia é "Brunch em cumbucas" e acontece no próximo dia 16 deste mês:



     Neste calor intenso nada melhor que frutas frescas e, óbvio, que vou passar uma receitinha inspirada na aula, né? O creme é  perfeito se você tem goiaba no pé, se não tiver corre na feira que ainda tem um pouco!!!

O creme é batido com leite de coco mas pode ser preparado também com água, leite de castanhas ou até iogurte. Lá vai a receita:

Creme de goiaba com coco e chia

200 ml leite de coco caseiro
3 goiabas vermelhas maduras 
Mel a gosto
1 colher de sopa de chia

1. Processe o leite e as goiabas descascadas, coe para extrair as sementes e coloque em um recipiente.
2. Adicione a chia, mexa e deixe hidratar por 20 minutos.
3. Mexa bem para soltar as sementinhas, adoce com mel e sirva.

Sugestão/opcional:
SOBREMESA: Sirva como sobremesa! Leve para gelar durante algumas horas e sirva em um potinho lindo com uma bola de sorvete de gengibre. Que tal?

Para a opção vegan retire o mel da receita, se optar por adoçar escolha o que for mais conveniente pra ti!

INFORMAÇÕES SOBRE AS AULAS:
Local: Espaço Paramita, Pinheiros.
Inscrições: shalaecozinha@gmail.com